O começo de um império

O empresário Raimundo Dantas começou sua trajetória com uma banca de revistas e hoje é dono de uma rede de estabelecimentos.

 (A redação/Total Publicações)

Era janeiro de 1998 quando o ex-garçom paraibano Raimundo Dantas, há cinco anos no Recife (Pernambuco), ficou desempregado. Em busca de um novo ofício, visitou uma banca de jornais e revistas que estava à venda e decidiu começar seu próprio negócio. Chamou a irmã Joana Darc Farias e o cunhado Roberto Farias para se tornarem seus sócios. Com um aporte inicial de 10.000 reais, o trio deu início à nova administração de um ponto onde funcionava a banca Entre Amigos e um bar.

Para ajudar na banca, Dantas reformou duas vezes o estabelecimento e começou a vender petiscos e bebidas para aumentar o faturamento. Já para o bar, com a experiência de quem trabalhou anos como garçom, Dantas criou um novo cardápio, que incluía a carne de bode, algo pouco comum na região. Um ano depois, a demanda cresceu tanto que o bar virou restaurante. Desde então, já vieram outras duas unidades, inclusive uma especializada em frutos do mar. A banca é administrada por Lúcia, outra irmã de Dantas. E, se parte do sucesso é por conta do primeiro restaurante – hoje, mais da metade dos clientes são fregueses do local –, a outra parte é pelos diferenciais no atendimento. “Aprendemos o perfil de cada cliente. Se chega alguém com roupas de academia, por exemplo, já sabemos que tipo de publicação oferecer. Isso também acontece se é alguém que trabalha em algum escritório aqui perto”, explica Dantas.

Já as crianças recebem atenção especial. Enquanto brincam no espaço recreativo do restaurante, ganham balas e pirulitos como convite para conhecer a banca, o que ajuda a fidelizar os clientes. “As pessoas dizem que não conseguem levar apenas uma coisa ou sair de mãos vazias”, diz. E, para quem não tem tempo de visitar o local, eles reservam publicações e avisam quando elas chegam.

Hoje dono de uma rede de negócios de sucesso, Dantas sabe como a experiência de empresário com a banca foi – e continua sendo – importante em sua trajetória. “Aprendi a agarrar as oportunidades e a valorizar a experiência e a qualificação. Empreender é bom, mas é preciso tranquilidade, foco e responsabilidade.”