Negócio de pai para filho

O jornaleiro Cristiano Souza, da Banca Tatuapé, em São Paulo, conta como é dividir os negócios com o pai, Reginaldo

Reginaldo, Cristiano e o caçula: negócio de pai para filho (Cristiano Souza/Total Publicações)

O pai tem uma história de vida trabalhando com revistas e uma habilidade incrível para atender a clientela; o filho tem veia empreendedora e é responsável pelas compras e novos projetos da banca. É assim, com qualidades que se complementam, que Reginaldo Souza, 59 anos, e Cristiano Araújo Souza, 37, dois jornaleiros baianos radicados na capital paulista, provam que é possível ter muito sucesso trabalhando em família.

Aos 20 anos, quando decidiu vir da Bahia para ajudar o pai em sua banca de revistas, Cristiano não podia imaginar que um dia conseguiria tocar os negócios com a maestria do pai: “Achava que o ofício de jornaleiro seria difícil por conta da grande quantidade de revistas e de informações com a qual teria que lidar diariamente. Mas meu pai sempre me apoiou muito”.

Para entender se o filho iria mesmo seguir o negócio da família, sem desistir depois de todo o treinamento, Reginaldo montou a escala de trabalho do filho sem folgas. “Eu comecei a perceber que todo mundo folgava, meus primos e meu pai, e eu era o único que ficava de segunda a segunda. Descobri que meu pai estava, na verdade, me testando porque tinha medo que eu pudesse desistir.  No final foi muito bom porque cresci com aquilo, ganhei mais responsabilidade e a paixão pelo negócio”.

Aprendizados

Quando está aguardando o retorno de um parceiro ou o sinal positivo para algum projeto, Cristiano costuma ficar muito ansioso e acaba ouvindo sempre do pai: “Filho, o que é do homem o bicho não come”. Significa que Cristiano precisa ser paciente, pois quando uma porta está fechada, uma janela se abrirá em breve. “Isso me ajuda a ficar calmo e esperar o tempo que for preciso para o negócio se concretizar. Muitas vezes não era para ser mesmo. ”

Trabalhar com o pai

E sobre trabalhar com o pai, Cristiano não economiza elogios: “Ele tem uma experiência muito maior com o negócio banca e isso me dá muita segurança para tomar qualquer decisão. E se eu errar sei que ele irá me ajudar sempre. Além disso, todas as decisões são tomadas em conjunto, sempre com muita conversa e parceria”. E se depender de Cristiano, a história deve continuar, já que os 3 filhos (de 14, 3 e 1 ano) já frequentam a banca, mesmo nos dias de folga do pai.

E aos jornaleiros do Brasil que também trabalham com seus pais, Cristiano manda um recado: “ Aproveitem essa oportunidade de trabalhar com o pai, pois é muito gratificante e você pode tomar as decisões com muito mais segurança”.

A Total Publicações deseja um feliz dia dos pais a todos os Jornaleiros do Brasil!