Jornaleira recebe homenagem da cidade

Dona Zilda tem a banca mais antiga de Americana (SP) e recebe homenagem da câmara municipal

(Divulgação//Jornaleira recebe homenagem da cidade/Total Publicações)

Proprietária da banca mais antiga da cidade de Americana, que fica a 126 quilômetros de São Paulo, dona Zilda tem uma vitalidade de fazer inveja a qualquer jornaleiro. Aos 81 anos, ela se mantém firme e cheia de energia à frente da Banca Dom Pedro 2º.

Mas essa história não é de hoje. Ela tem início há 53 anos, quando Zilda Isabel Duarte Ghizini ainda trabalhava em uma fábrica, e seu marido Emílio Ghizini começou vendendo revistas e jornais em uma prateleira de madeira na calçada em frente de casa.

O tempo foi passando, os negócios prosperaram e dona Zilda juntou-se ao marido, à frente dos negócios. A banca cresceu – sempre no mesmo ponto –, ganhou novas versões e a clientela também foi atraída pelo atendimento e pela boa prestação de serviços. Muitos dos clientes se tornaram amigos e fiéis.

“Em fevereiro, fará 10 anos que ele faleceu, e desde então eu administro a banca sozinha”, conta. Dona Zilda é uma guerreira. Durante muitos anos era ela quem ia dirigindo o próprio carro diariamente até a distribuidora para buscar revistas. Hoje, conta com a comodidade de receber os lançamentos no próprio PDV. “Uso o carro somente para ir ao banco”, diz.

A banca está localizada em uma região cercada de comércio, mas traz uma curiosidade: está instalada no quintal da própria residência, facilitando, assim, a rotina e o atendimento aos clientes, das 6 da manhã até às 17h30, quando se recolhe para descansar.

Em sua trajetória de mais de cinco décadas, fez muitos amigos. “Meus fregueses são fieis, eu gosto muito deles, de atendê-los e do meu trabalho”, diz dona Zilda. Essa é uma conquista importante, mas não é única. No ano passado, a jornaleira recebeu a Medalha Princesa Tecelão, uma homenagem da câmara municipal concedida pelos importantes serviços prestados à comunidade. “Foi uma amiga minha chamada Rosa, que também tinha banca e me queria bem, quem sugeriu. Foi uma homenagem muito bonita e emocionante”, diz. Merecido, não é dona Zilda? Parabéns!